Horizontes Verticais
São fracções de objectos verticais, seguindo linhas fotográficas horizontais. Em comum está a captação das bases desses objectos, seja de pessoas ou de árvores, riachos, chãos ou estruturas. É dessas bases de onde radicam as suas existências, vidas, situações, horizontes, na sua evolução, vida e forma verticais. Fraccionando, imagina-se o todo, conferindo-lhe um conteúdo por parte do observador, ajudado pela contraposição do Homem com a Árvore, o Artificial com o Natural, o Inorgânico com o Orgânico, o Monocromático com o Policromático, o Geométrico com o Irregular. A conjugação destas linhas incompletas de objectos, fracções de existências sobre as quais se pode conjecturar e analisar, incluindo os seus opostos, é uma forma de Desconstrução. É uma peça importante na geração da inspiração, abstracção e mesmo do sentido estético. Ultrapassa-se o mais óbvio e aparentemente banal, encontrando o mais significativo e belo das coisas simples.
extracto do texto usado na exposição no Era Uma Vez no Porto, Porto, Portugal
© João M. Gil