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A história desta fotografia
01/10/2007
Numa das muitas caminhadas pelo Gerês, dessa vez no Outono, tive oportunidade de apanhar as faias no pico dos seus amarelos e vermelhos. São poucos os dias em que se tem oportunidade de as ver, nesse auge. Aproveitei a sorte de ter luz boa e o ar límpido (geralmente depois de chuva).
Desta vez caminhei sem companhia, depois seguindo para outras paragens da serra, com o peso das máquinas e tripé nas costas. Extrair esta fotografia, memorável, foi um privilégio. Depois de vários anos, não voltei a ter a sorte desta vista. Há que aproveitar.
Faz parte de um conjunto de estações do ano no mesmo local, em que estou a trabalhar. Escolhi ser a primeira na capa do site.

Questões técnicas
01/10/2007
Faz inteiramente uso da gama de cor e resolução disponíveis no diapositivo. Permitiu que a gama dinâmica, exigente no caso do diapositivo, tenha sido respeitada sem qualquer filtro ND gradual. Usei um polarizador circular. A riqueza de pormenor é potenciada pelo pouco mas presente grão da película, dando-lhe um volume inerente. O grão em paisagem e retrato é, na minha óptica, muito útil.
A lente fixa de 24mm, com pequena abertura de diafragma, permitiu boa acuidade e grande profundidade de campo. O uso de tripé foi fulcral, com a máquina a 40 cm do solo, num ângulo próximo de 45º acima do solo. A distorção visível nos troncos das primeiras faias dá-lhes uma posição
de poder e grandeza.

Opinião crítica
01/10/2007
Foco na captação do objecto, na utilização da luz e cor, e no enquadramento.
A história já descreveu a oportunidade - fez-se a sorte, usando o material que se levou,  captando o momento. A cor é a real, a que está no diapositivo. Um bom exemplo de como a straight photography pode garantir cores magníficas e totalmente reais. Aproveita-se toda a gama dinâmica da película. O filtro polarizador, perpendicular ao sol e com pouco céu, aumentou o contraste de luz e cor. O uso de toda a profundidade de campo é quase obrigatório, sem desfocar planos. A regra dos terços é respeitada, nas linhas do solo e árvores, conferindo equilíbrio. As linhas oblíquas, à esquerda, conferem-lhe dinâmica.

Onde a colocar
01/10/2007
É importante usar a fotografia certa no local certo. Esta fotografia não é das mais exigentes em necessidade de ter muita luz, sem grandes sombras, muito pormenor em zonas escuras e contrastes demasiado grandes. Contudo, sem boa luz perde-se a particular riqueza visual e inspiração que a variedade das cores desta fotografia transmite. Aconselho o uso numa parede monocromática, creme, castanha, cinzenta escura, azul ou vermelha. Não me parece que uma parede amarela seja útil. É uma fotografia de sala ou de um escritório diferente, com grande tamanho. É uma fotografia inspiradora no local certo. Um passepartout creme e moldura em caixa de madeira escura ficam muito bem.
Outubro 2007
Alma Lux Photographia
Música de Fabrício Cordeiro, Projecto Moustache
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