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A história desta fotografia
01/09/2008
Uma história simples, até ao clique. Não tão simples depois do clique. Era o único na praia, com areia lisa, texturas, linhas e contrastes ricos. Vinha chuva forte e precisava de uns 15 minutos para ter abrigo. De facto, fiz 4 fotografias idênticas, com exposições distintas e um tripé. Foram processadas usando HDR (High Dynamic Range), propositadamente dando-lhe um aspecto impressionista, quase irreal. Não é straight photography mas pode ser muito eficaz e útil, aproximando as capacidades da visão humana. Há quem goste do HDR mais artístico, com um processamento forte como neste exemplo. Eu ainda não sei. Gostei desta e fiquei impressionado! Já agora - sem molhas!
Questões técnicas
01/09/2008
É tirada com máquina digital. Resulta da combinação de 4 fotografias com exposições -2, -1, 0 e 1 EV, em RAW. Foram tiradas de seguida, em bracketing. O tripé foi fundamental para manter as exposições coincidentes. O HDR resultou numa única fotografia, tendo-se optado por realçar as sombras nas nuvens, relativamente às rochas e mar. Outro factor importante nesta fotografia é a lente, tendo usado uma distância focal curta de 12mm. Resulta numa distorção do solo, na proximidade da máquina, também comprimindo o horizonte distante. Esta noção de perspectiva enriquece a fotografia e dá-lhe mais volume. Usou-se a distância hiperfocal, com uma abertura de diafragma de f/22, permitindo focagem total. Polarizador incluído.
Opinião crítica
01/09/2008
O resultado está no limite do realista-impressionista. Muito embora a versão final não seja o que a máquina efectivamente capturou no momento (motivo de muita discussão sobre ética e etimologia na fotografia), tendo-o assumido logo à partida, o processamento digital foi feito aproximando o efeito de uma película que satura as cores (como o Fugi Velvia ou o Kodak VS, em diapositivo), usando filtros ND graduados e de aquecimento de côr.

De facto, está próxima do que vi e senti na altura. Não consigo decidir se HDR é/não é fotografia.

Onde a colocar
01/09/2008
Esta fotografia, impressa em grande ou num painel de parede a toda a largura, invade o local. Pode correr o risco de ser demasiado forte. Numa opinião de colocação, que é sempre subjectiva, não deverá ter mais do que 60cm de largura. Vejo-a mais como um caso de fotografia de pormenor num local com vários adereços de importância e beleza singulares. Um pass-par-tout creme, acompanhado de uma moldura moderna e simples, realçará tudo.
Definitivamente não num local onde haja muita gente, para se apreciar a uma certa distância, mesmo no caso de ser pequena.

Setembro 2008
Alma Lux Photographia
Música de Fabrício Cordeiro, Projecto Moustache
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