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A história desta fotografia
01/04/2008
Coimbra, Parque Verde do Mondego. O Sol segue já baixo e o vento da tarde sobe o Rio Mondego, como de costume. As gentes andam pelas pontes, pelos passeios. Pequenos e graúdos, devagar ou a correr, em silêncio ou a conversar, gritar, rir. Ouvem-se as ondas a quebrar nas margens e as novas folhas pequenas dos choupos a crispar ao vento. É Primavera. Os novos jardins florescem. O Rosmaninho  lá estava (Lavandula stoechas)...ao vento da tarde "que sobe o Rio Mondego, como de costume". Brilhava e ondeava no vento da Primavera, "devagar ou a correr, em silêncio ou a conversar, gritar, rir", com as pessoas. Boa Primavera!
Questões técnicas
01/04/2008
É uma fotografia tirada com máquina digital e lente macro. A longa exposição é propositada, a 1/4 seg., para incluir a ideia de vento no pequeno e simples rectângulo de  duas dimensões que é uma fotografia. O ISO a 100 garante-lhe ruído quase nulo. A abertura de f/32 permitiu que as (in)definições fossem captadas por igual (arrasto mas não desfocagem). Pela longa exposição, a fotografia original fica mais esbatida do que o normal, restituído as cores e contraste reais em pós-processamento. A luz incide em transparência nas pétalas superiores, tornando-as muito luminosas. Teve-se o cuidado de evitar flare (encadeamento), com o Sol quase no eixo da lente. Acrescentou-se vinhetagem. Nada de straight photography, mas sem "aldrabices"!
Opinião crítica
01/04/2008
É uma fotografia abstracta, tendo sido manipulada apenas para realçar o centro, contrastes e cor, tal como na revelação em fotografia artística tradicional. Pelas cores, as que seriam obtidas com curta exposição, movimento e simplicidade, adquire beleza e presença. Apesar da escala, sendo de algo pequeno, o pormenores foram sacrificados em favor do arrasto, da indefinição, ao vento. Pode ser vista quase como uma pintura, mas as pinceladas foram feitas no momento pela lente, e depois na revelação.
Onde a colocar
01/04/2008
Esta fotografia serve bem um espaço com pouca luz directa, onde as luzes são baixas. Se bem iluminada, com luz que não ultrapasse os limites da moldura, os magentas e mesmo os verdes profundos dão-lhe volume. Ficaria bem num hall de entrada de uma casa, ou de um escritório, desde que iluminada por luz artificial. Ao entrar, imediatamente se transmitiria um ambiente de conforto e tranquilidade.
Abril 2008
Alma Lux Photographia
Música de Fabrício Cordeiro, Projecto Moustache
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