A história desta fotografia
01/02/2008
Era Verão, no hemisfério Norte. Mas na Região dos Lagos em Inglaterra, naqueles dias, parecia Inverno. Chovia a potes, dia após dia. Um amigo e eu fôramos para um dos locais mais belos do país, para passar 5 dias a fotografar e a fazer caminhadas em montanha. No primeiro dia desmontámos a tenda pelas 10h da manhã, sem qualquer sinal de chuva. Apenas 1h depois já estávamos abrigados da chuva, a pensar onde ficar a noite! Encontrámos uma Pousada de Juventude, onde ficámos os 3 dias iniciais, apanhando molhas sucessivas durante os dias. As nuvens eram persistentes, assim como a chuva forte. Ainda deu para algumas fotos. Nós também fomos muito persistentes!
Questões técnicas
01/02/2008
É uma fotografia tirada com película de diapositivo profissional, Fugi Velvia 50. Foi tirada com a máquina panorâmica Hasselblad XPan, com a lente de 30mm e tripé.
O dia nublado contribuiu com luz branca muito difusa. O resultado são as cores saturadas, ainda potenciadas pela melhor resposta que a película tem para os verdes.
O fino grão do Velvia, a abertura mínima de f22, com a maior profundidade de campo, o uso do tripé e o facto de não haver vento permitiu uma fotografia com excepcional acuidade e resolução visuais.

Opinião crítica
01/02/2008
É uma fotografia de paisagem,  sem a vastidão das clássicas no tema. O muro velho e incerto ocupa a metade superior, contrapondo ao também grande peso visual do chão, em primeiro plano. A árvore e a porta no muro captam um primeiro olhar. Atenta-se depois nas árvores detrás, especialmente aquela que se vê pela entrada.
A entrada no muro é intrigante, quase que dando ideia das árvores de lá e da singular árvore de cá. Há um caminho a levar-nos para lá do muro.
A estaticidade imposta pelas linhas horizontais na fotografia luta contra a dinâmica introduzida pelo corte visual dos troncos e por uma entrada pela qual somos convidados a passar.

Onde a colocar
01/02/2008
Esta fotografia trás, pela sua base de cor e conteúdo natural, tranquilidade ao observador e ao espaço onde se encontra. Simultaneamente, não é uma fotografia estática, mas introduz dinâmica a uma sala ou a um local de trabalho.
Necessita de uma boa fonte de luz, realçando as cores e o extraordinário pormenor.
Fica bem numa parede clara ou escura, em castanho ou cinza, de preferência sem papel de parede com detalhes.
Em grande tamanho impõe vários tipos de sentimento, entre a dinâmica, a tranquilidade e a dúvida introduzida pela porta no muro.

Fevereiro 2008
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Alma Lux Photographia
Música de Fabrício Cordeiro, Projecto Moustache
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