Estou no meio do Alentejo. É inverno e o vento sopra frio. No meio do nada, há uma carrinha, como se tivesse voado e ali aterrado. Já tinha visto esta carrinha neste local, há anos e anos. Mas desta vez, resolvi dirigir-me a ela e descobrir os seus mistérios.
Ferrugem e várias formas de líquenes invadem a carcaça metálica, juntando muitas cores e texturas.
Esta porta estava aberta, ainda pendurada nas suas dobradiças. A janela de vidro está fechada. Apenas consigo encontrar uma explicação mágica: foi a Natureza que abriu a porta.
Janeiro 2016
"A Natureza abriu a porta da carrinha voadora", Alentejo/Portugal